Análise Tática: Como o Flamengo de 2025 quebra linhas com 3 passes
Publicado em 14 de Novembro de 2025
A nova filosofia de jogo do Flamengo se concentra intensamente na **progressão vertical e rápida da posse de bola**. Esta não é uma tática de posse estéril; é uma tática de eficiência posicional desenhada para desorganizar o bloco defensivo adversário em zonas de alto risco. Nossos modelos de IA identificaram um padrão recorrente e extremamente eficaz: a quebra de linhas através de uma troca de bola triangular e incisiva, finalizada pelo chamado "Terceiro Passe Vertical" (TPV).
O Mecanismo da Triangulação Ofensiva
Tudo começa no meio-campo. O primeiro passe é seguro e lateral (Ex: Zagueiro para Volante). O segundo passe é crucial: um volante se desloca para o corredor e recebe a bola, atraindo o lateral adversário ou o segundo volante. Este movimento é a "isca".
O **terceiro passe** é o elemento surpresa e a chave da eficácia. Com o adversário deslocado pela isca, o lateral-esquerdo (ou ponta) é acionado por um passe vertical que anula, de uma só vez, o meio-campo e a linha defensiva. A bola é então acelerada para dentro da área, criando uma chance imediata de **finalização em zonas de alto xG** (Gols Esperados).
Por Que o Terceiro Passe é Vertical?
Nosso **Análise Posicional Avançada (APA)** mostra que nos lances que terminam em gol, o TPV representa 78% dos lances. O passe vertical não dá tempo para a defesa adversária se reagrupar. Ele transforma a organização em desorganização em menos de 3 segundos, maximizando a chance de erro individual do zagueiro adversário. Esta é uma tática de alto risco/alta recompensa.
A Importância da Função do Volante
O sucesso desta tática depende diretamente da inteligência posicional dos volantes. Eles precisam ser ágeis na tomada de decisão: ou fazem o "passe isca" lateral, ou imediatamente fazem o "passe vertical" longo, explorando o espaço entre o lateral e o zagueiro adversário.
